Meu lirismo
não é amante das facilidades
Ele range os dentes
e bate os pés
no assoalho de desejos grisalhos
Ele solta a gorja
e ensaia o salto da surpresa
sobre astros extravagantes
Ele caminha em letras descalças
buscando um poema e duas flores
entre o branco
e o negro das emoções
e as feras de mentira que sonho.
Todavia
meu lirismo não tem
qualquer outro compromisso
além das muitas
e muitas horas de alegria
cotidianas convividas
em festas de mãos voando
por braços e pernas e dorsos
e ventres vertendo vida
sobre todas as formas de morte.
(Eduardo, eu mesmo)
terça-feira, 27 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Testamento
Quando eu morrer vou deixar de herança:
Da arvore que eu plantei; o fruto.
Da terra que semeei; a esperança.
Dos tijolos que comprei; o muro.
Dos momentos que vivi; a saudade.
Dos beijos que amei; o sabor.
Das feridas que se abriu; a dor.
Dos dias com você; a felicidade.
Da alegria que encontrei; o sorriso.
Do olhar que me enganou; a ilusão.
Do coração que me apaixonei; a solidão.
Dos sentimentos que guardei; o paraíso.
Do choro que derramei; a lágrima.
Da tragédia que sofri; a lastima.
Dos versos que escrevi; a pena.
Do que eu sentia por você
Um tema pra um poema.
Da arvore que eu plantei; o fruto.
Da terra que semeei; a esperança.
Dos tijolos que comprei; o muro.
Dos momentos que vivi; a saudade.
Dos beijos que amei; o sabor.
Das feridas que se abriu; a dor.
Dos dias com você; a felicidade.
Da alegria que encontrei; o sorriso.
Do olhar que me enganou; a ilusão.
Do coração que me apaixonei; a solidão.
Dos sentimentos que guardei; o paraíso.
Do choro que derramei; a lágrima.
Da tragédia que sofri; a lastima.
Dos versos que escrevi; a pena.
Do que eu sentia por você
Um tema pra um poema.
Motivo Maior
Tu, meu anjo,
És a sorte rutilante
Que mantém acesa
A chama opaca
De um vulcão equilibrista
Apoiado na ponte
Entre o ser e o nada.
Tu enobreces o infinito
Com todo o teu esplendor,
Sustentando a fúria contida
No calvário de um devaneador.
Tua imagem resplandecente vaga
Pelas profundezas do firmamento,
Captando as cristas lineares da paixão.
Enfim, tu és o motivo maior
De um existência que ultrapassa
A fronteira do arquipélago pútrido
Imerso no labirinto da imaginação.
És a sorte rutilante
Que mantém acesa
A chama opaca
De um vulcão equilibrista
Apoiado na ponte
Entre o ser e o nada.
Tu enobreces o infinito
Com todo o teu esplendor,
Sustentando a fúria contida
No calvário de um devaneador.
Tua imagem resplandecente vaga
Pelas profundezas do firmamento,
Captando as cristas lineares da paixão.
Enfim, tu és o motivo maior
De um existência que ultrapassa
A fronteira do arquipélago pútrido
Imerso no labirinto da imaginação.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Amigo
Em qualquer instante,
Seja no momento do almoço
Seja na alta madrugada,
Ou em outro qualquer,
Tu estarás ausente,
Estampando no meu peito
A marca da tua presença.
Minha porta aberta,
Minha alma e moradia.
Chegue e se aloje.
Manso e ágil, como um bicho
Um bichano fino, gato de estirpe.
Um felino nobre, quase um príncipe.
Chegue a qualquer hora
E por qualquer motivo
Meu amigo, meu amigo, meu amigo.
Como um mantra, repito.
E o som se move e nos envolve,
Como um abrigo.
Deixa-te a presença vítrea
Penetrar na minha alma
E vagar pelas profundezas
Do meu oceano,
Que o mais terno e o orgulhoso sentimento
Brotará no jardim do meu éden.
Continue assim,
Semeando alegria e satisfação
No coração de quem te considera muito
E muito e muito.
Que o nosso senhor
Estará te esperando
De braços abertos
Para um acalanto sem fim.
(Eduardo, eu mesmo)
Seja no momento do almoço
Seja na alta madrugada,
Ou em outro qualquer,
Tu estarás ausente,
Estampando no meu peito
A marca da tua presença.
Minha porta aberta,
Minha alma e moradia.
Chegue e se aloje.
Manso e ágil, como um bicho
Um bichano fino, gato de estirpe.
Um felino nobre, quase um príncipe.
Chegue a qualquer hora
E por qualquer motivo
Meu amigo, meu amigo, meu amigo.
Como um mantra, repito.
E o som se move e nos envolve,
Como um abrigo.
Deixa-te a presença vítrea
Penetrar na minha alma
E vagar pelas profundezas
Do meu oceano,
Que o mais terno e o orgulhoso sentimento
Brotará no jardim do meu éden.
Continue assim,
Semeando alegria e satisfação
No coração de quem te considera muito
E muito e muito.
Que o nosso senhor
Estará te esperando
De braços abertos
Para um acalanto sem fim.
(Eduardo, eu mesmo)
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Dizer-te
Eu te lanço os meus sinais,
os meus anzóis, os meus faróis
e tudo flui sem ter nascido.
Eu entronco a minha fome na tua sede
mas a minha fome te faz lembrar mais sede
do que não trago em mim
pra te saciar.
Poço sem fundo que vai dar a lugar nenhum,
minha garganta é tudo.
Corda que estendo de mim para mim mesmo
e para o mundo,
na qual me equilibro para não
sumidouro profundo, me perder.
Quem sabe nesse meio de não-palavras,
de multiplicidades veladas que porejam minha língua,
eu possa conceber um código, um jeito
ilógico, poético ou patético
de emergir até ti,
até o teu sótão ou teu porão
sem esse medo de eu ser
sem te partir
os meus anzóis, os meus faróis
e tudo flui sem ter nascido.
Eu entronco a minha fome na tua sede
mas a minha fome te faz lembrar mais sede
do que não trago em mim
pra te saciar.
Poço sem fundo que vai dar a lugar nenhum,
minha garganta é tudo.
Corda que estendo de mim para mim mesmo
e para o mundo,
na qual me equilibro para não
sumidouro profundo, me perder.
Quem sabe nesse meio de não-palavras,
de multiplicidades veladas que porejam minha língua,
eu possa conceber um código, um jeito
ilógico, poético ou patético
de emergir até ti,
até o teu sótão ou teu porão
sem esse medo de eu ser
sem te partir
Teus Olhos
Olhos do meu amor! Pérolas raras
Que me trazem tantas esperanças!
Neles deixei, um dia, os meus tesouros:
Meus diamantes, meus anéis de rubi,
Minhas esmeraldas, minhas heranças.
Neles depositei todo o meu orgulho,
Toda a minha altivez e vaidade:
Meus nobres e mesquinhos sentimentos
Que cultivo dentro do meu interior,
A janela íntima para o amor.
Berço vindo do céu à minha porta...
Fenda exposta ao ar livre que tanto me seduz
E me faz sonhar
Com um mundo repleto de
Magia, encantamento e prosperidade.
Que me trazem tantas esperanças!
Neles deixei, um dia, os meus tesouros:
Meus diamantes, meus anéis de rubi,
Minhas esmeraldas, minhas heranças.
Neles depositei todo o meu orgulho,
Toda a minha altivez e vaidade:
Meus nobres e mesquinhos sentimentos
Que cultivo dentro do meu interior,
A janela íntima para o amor.
Berço vindo do céu à minha porta...
Fenda exposta ao ar livre que tanto me seduz
E me faz sonhar
Com um mundo repleto de
Magia, encantamento e prosperidade.
Olhos de Cristal
Teus olhos são testemunhas
Do amor que brota
Da minha alma
E me faz enlouquecer.
São cristais preciosos
Que cintilam ao amanhecer.
Revelam tanto encanto
Que só o meu coração
Pode ver.
Traduzem a pureza
E a castidade angelical
Inerentes ao teu ser.
São como iluminarias
Que mutilam a obscuridade
Do meu sótão
E refletem a tua alegria
De viver.
Imploram pelos meus afagos
E num toque de mágica
Me fazem renascer.
Mas o mais deleitoso disso tudo
É saber que sempre vou te amar
E nunca mais hei de te esquecer.
Do amor que brota
Da minha alma
E me faz enlouquecer.
São cristais preciosos
Que cintilam ao amanhecer.
Revelam tanto encanto
Que só o meu coração
Pode ver.
Traduzem a pureza
E a castidade angelical
Inerentes ao teu ser.
São como iluminarias
Que mutilam a obscuridade
Do meu sótão
E refletem a tua alegria
De viver.
Imploram pelos meus afagos
E num toque de mágica
Me fazem renascer.
Mas o mais deleitoso disso tudo
É saber que sempre vou te amar
E nunca mais hei de te esquecer.
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