quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Amigo

Em qualquer instante,
Seja no momento do almoço
Seja na alta madrugada,
Ou em outro qualquer,
Tu estarás ausente,
Estampando no meu peito
A marca da tua presença.

Minha porta aberta,
Minha alma e moradia.
Chegue e se aloje.

Manso e ágil, como um bicho
Um bichano fino, gato de estirpe.
Um felino nobre, quase um príncipe.

Chegue a qualquer hora
E por qualquer motivo
Meu amigo, meu amigo, meu amigo.

Como um mantra, repito.
E o som se move e nos envolve,
Como um abrigo.

Deixa-te a presença vítrea
Penetrar na minha alma
E vagar pelas profundezas
Do meu oceano,
Que o mais terno e o orgulhoso sentimento
Brotará no jardim do meu éden.

Continue assim,
Semeando alegria e satisfação
No coração de quem te considera muito
E muito e muito.

Que o nosso senhor
Estará te esperando
De braços abertos
Para um acalanto sem fim.

(Eduardo, eu mesmo)

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