Eu te lanço os meus sinais,
os meus anzóis, os meus faróis
e tudo flui sem ter nascido.
Eu entronco a minha fome na tua sede
mas a minha fome te faz lembrar mais sede
do que não trago em mim
pra te saciar.
Poço sem fundo que vai dar a lugar nenhum,
minha garganta é tudo.
Corda que estendo de mim para mim mesmo
e para o mundo,
na qual me equilibro para não
sumidouro profundo, me perder.
Quem sabe nesse meio de não-palavras,
de multiplicidades veladas que porejam minha língua,
eu possa conceber um código, um jeito
ilógico, poético ou patético
de emergir até ti,
até o teu sótão ou teu porão
sem esse medo de eu ser
sem te partir
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