Quando eu morrer vou deixar de herança:
Da arvore que eu plantei; o fruto.
Da terra que semeei; a esperança.
Dos tijolos que comprei; o muro.
Dos momentos que vivi; a saudade.
Dos beijos que amei; o sabor.
Das feridas que se abriu; a dor.
Dos dias com você; a felicidade.
Da alegria que encontrei; o sorriso.
Do olhar que me enganou; a ilusão.
Do coração que me apaixonei; a solidão.
Dos sentimentos que guardei; o paraíso.
Do choro que derramei; a lágrima.
Da tragédia que sofri; a lastima.
Dos versos que escrevi; a pena.
Do que eu sentia por você
Um tema pra um poema.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Motivo Maior
Tu, meu anjo,
És a sorte rutilante
Que mantém acesa
A chama opaca
De um vulcão equilibrista
Apoiado na ponte
Entre o ser e o nada.
Tu enobreces o infinito
Com todo o teu esplendor,
Sustentando a fúria contida
No calvário de um devaneador.
Tua imagem resplandecente vaga
Pelas profundezas do firmamento,
Captando as cristas lineares da paixão.
Enfim, tu és o motivo maior
De um existência que ultrapassa
A fronteira do arquipélago pútrido
Imerso no labirinto da imaginação.
És a sorte rutilante
Que mantém acesa
A chama opaca
De um vulcão equilibrista
Apoiado na ponte
Entre o ser e o nada.
Tu enobreces o infinito
Com todo o teu esplendor,
Sustentando a fúria contida
No calvário de um devaneador.
Tua imagem resplandecente vaga
Pelas profundezas do firmamento,
Captando as cristas lineares da paixão.
Enfim, tu és o motivo maior
De um existência que ultrapassa
A fronteira do arquipélago pútrido
Imerso no labirinto da imaginação.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Amigo
Em qualquer instante,
Seja no momento do almoço
Seja na alta madrugada,
Ou em outro qualquer,
Tu estarás ausente,
Estampando no meu peito
A marca da tua presença.
Minha porta aberta,
Minha alma e moradia.
Chegue e se aloje.
Manso e ágil, como um bicho
Um bichano fino, gato de estirpe.
Um felino nobre, quase um príncipe.
Chegue a qualquer hora
E por qualquer motivo
Meu amigo, meu amigo, meu amigo.
Como um mantra, repito.
E o som se move e nos envolve,
Como um abrigo.
Deixa-te a presença vítrea
Penetrar na minha alma
E vagar pelas profundezas
Do meu oceano,
Que o mais terno e o orgulhoso sentimento
Brotará no jardim do meu éden.
Continue assim,
Semeando alegria e satisfação
No coração de quem te considera muito
E muito e muito.
Que o nosso senhor
Estará te esperando
De braços abertos
Para um acalanto sem fim.
(Eduardo, eu mesmo)
Seja no momento do almoço
Seja na alta madrugada,
Ou em outro qualquer,
Tu estarás ausente,
Estampando no meu peito
A marca da tua presença.
Minha porta aberta,
Minha alma e moradia.
Chegue e se aloje.
Manso e ágil, como um bicho
Um bichano fino, gato de estirpe.
Um felino nobre, quase um príncipe.
Chegue a qualquer hora
E por qualquer motivo
Meu amigo, meu amigo, meu amigo.
Como um mantra, repito.
E o som se move e nos envolve,
Como um abrigo.
Deixa-te a presença vítrea
Penetrar na minha alma
E vagar pelas profundezas
Do meu oceano,
Que o mais terno e o orgulhoso sentimento
Brotará no jardim do meu éden.
Continue assim,
Semeando alegria e satisfação
No coração de quem te considera muito
E muito e muito.
Que o nosso senhor
Estará te esperando
De braços abertos
Para um acalanto sem fim.
(Eduardo, eu mesmo)
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Dizer-te
Eu te lanço os meus sinais,
os meus anzóis, os meus faróis
e tudo flui sem ter nascido.
Eu entronco a minha fome na tua sede
mas a minha fome te faz lembrar mais sede
do que não trago em mim
pra te saciar.
Poço sem fundo que vai dar a lugar nenhum,
minha garganta é tudo.
Corda que estendo de mim para mim mesmo
e para o mundo,
na qual me equilibro para não
sumidouro profundo, me perder.
Quem sabe nesse meio de não-palavras,
de multiplicidades veladas que porejam minha língua,
eu possa conceber um código, um jeito
ilógico, poético ou patético
de emergir até ti,
até o teu sótão ou teu porão
sem esse medo de eu ser
sem te partir
os meus anzóis, os meus faróis
e tudo flui sem ter nascido.
Eu entronco a minha fome na tua sede
mas a minha fome te faz lembrar mais sede
do que não trago em mim
pra te saciar.
Poço sem fundo que vai dar a lugar nenhum,
minha garganta é tudo.
Corda que estendo de mim para mim mesmo
e para o mundo,
na qual me equilibro para não
sumidouro profundo, me perder.
Quem sabe nesse meio de não-palavras,
de multiplicidades veladas que porejam minha língua,
eu possa conceber um código, um jeito
ilógico, poético ou patético
de emergir até ti,
até o teu sótão ou teu porão
sem esse medo de eu ser
sem te partir
Teus Olhos
Olhos do meu amor! Pérolas raras
Que me trazem tantas esperanças!
Neles deixei, um dia, os meus tesouros:
Meus diamantes, meus anéis de rubi,
Minhas esmeraldas, minhas heranças.
Neles depositei todo o meu orgulho,
Toda a minha altivez e vaidade:
Meus nobres e mesquinhos sentimentos
Que cultivo dentro do meu interior,
A janela íntima para o amor.
Berço vindo do céu à minha porta...
Fenda exposta ao ar livre que tanto me seduz
E me faz sonhar
Com um mundo repleto de
Magia, encantamento e prosperidade.
Que me trazem tantas esperanças!
Neles deixei, um dia, os meus tesouros:
Meus diamantes, meus anéis de rubi,
Minhas esmeraldas, minhas heranças.
Neles depositei todo o meu orgulho,
Toda a minha altivez e vaidade:
Meus nobres e mesquinhos sentimentos
Que cultivo dentro do meu interior,
A janela íntima para o amor.
Berço vindo do céu à minha porta...
Fenda exposta ao ar livre que tanto me seduz
E me faz sonhar
Com um mundo repleto de
Magia, encantamento e prosperidade.
Olhos de Cristal
Teus olhos são testemunhas
Do amor que brota
Da minha alma
E me faz enlouquecer.
São cristais preciosos
Que cintilam ao amanhecer.
Revelam tanto encanto
Que só o meu coração
Pode ver.
Traduzem a pureza
E a castidade angelical
Inerentes ao teu ser.
São como iluminarias
Que mutilam a obscuridade
Do meu sótão
E refletem a tua alegria
De viver.
Imploram pelos meus afagos
E num toque de mágica
Me fazem renascer.
Mas o mais deleitoso disso tudo
É saber que sempre vou te amar
E nunca mais hei de te esquecer.
Do amor que brota
Da minha alma
E me faz enlouquecer.
São cristais preciosos
Que cintilam ao amanhecer.
Revelam tanto encanto
Que só o meu coração
Pode ver.
Traduzem a pureza
E a castidade angelical
Inerentes ao teu ser.
São como iluminarias
Que mutilam a obscuridade
Do meu sótão
E refletem a tua alegria
De viver.
Imploram pelos meus afagos
E num toque de mágica
Me fazem renascer.
Mas o mais deleitoso disso tudo
É saber que sempre vou te amar
E nunca mais hei de te esquecer.
Rosa Temporã
Mergulho na noite serena,
Procurando a tua imagem
Límpida,plácida e ingênua,
Mas tu me surpreendes
Com a tua grandeza
De espírito,
Com o teu jeito determinado
E pertinaz
Que incita o êxtase da paixão
Guardada na minha essência.
Sem querer tu semeaste a semente
De uma flor no meu coração.
Não de uma flor qualquer,
Mas de uma flor do tamanho
De tua grandeza.
E colheste a mais bela
Das belas rosas,
Um sinônimo de magia, encanto e
Deslumbramento,
Talvez quem sabe uma rosa temporã,
Porém símbolo de ventura,maestria
E dignidade,
Capaz de soerguer nuvens lúgubres
Que flutuam por sob
O meu manto azul.
Procurando a tua imagem
Límpida,plácida e ingênua,
Mas tu me surpreendes
Com a tua grandeza
De espírito,
Com o teu jeito determinado
E pertinaz
Que incita o êxtase da paixão
Guardada na minha essência.
Sem querer tu semeaste a semente
De uma flor no meu coração.
Não de uma flor qualquer,
Mas de uma flor do tamanho
De tua grandeza.
E colheste a mais bela
Das belas rosas,
Um sinônimo de magia, encanto e
Deslumbramento,
Talvez quem sabe uma rosa temporã,
Porém símbolo de ventura,maestria
E dignidade,
Capaz de soerguer nuvens lúgubres
Que flutuam por sob
O meu manto azul.
O arrebol
Quando a lua surge
E me envolve
Com seu ar encantador,
Sinto o arfar das virações marinhas
Provocar o movimento das ondas
Do meu mar inabitado e morto.
E, nesse girassol linear dos tropéis,
Tu nadas em mim
E transfiguras o meu mar vítreo
Num rio azul repleto de amor.
Tu patenteias no meu coração
O cunho da tua compleição,
Permeando o meu rio
Como o clarão do arrebol
Quando surge no entardecer,
Iluminando o universo marítimo.
E assim o amor se fixa,
Unindo dois corações em um só
E deixa a marca da tua presença
Para sempre no interior
Da minha alma.
E me envolve
Com seu ar encantador,
Sinto o arfar das virações marinhas
Provocar o movimento das ondas
Do meu mar inabitado e morto.
E, nesse girassol linear dos tropéis,
Tu nadas em mim
E transfiguras o meu mar vítreo
Num rio azul repleto de amor.
Tu patenteias no meu coração
O cunho da tua compleição,
Permeando o meu rio
Como o clarão do arrebol
Quando surge no entardecer,
Iluminando o universo marítimo.
E assim o amor se fixa,
Unindo dois corações em um só
E deixa a marca da tua presença
Para sempre no interior
Da minha alma.
Gotas de Amor
Quando por mim tu passas
Derramas gotas cintilantes de amor
As quais me afetam
Como espinhos d’água
Que de forma surpreendente
Estremecem o meu coração.
Tu infestas o meu ser
Com a chuva de tua nobreza.
E, nesses instantes, vejo o mundo revirá,
Vejo o céu aqui na terra e a terra no ar.
É como se fizesse desabrochar
Dentro do meu ser
Uma flor pura e singela
Que simboliza a inocência
E a humildade de um sentimento
Tocado pela brisa que exala de ti,
A qual traz consigo
Afeição, ternura e prazer.
Derramas gotas cintilantes de amor
As quais me afetam
Como espinhos d’água
Que de forma surpreendente
Estremecem o meu coração.
Tu infestas o meu ser
Com a chuva de tua nobreza.
E, nesses instantes, vejo o mundo revirá,
Vejo o céu aqui na terra e a terra no ar.
É como se fizesse desabrochar
Dentro do meu ser
Uma flor pura e singela
Que simboliza a inocência
E a humildade de um sentimento
Tocado pela brisa que exala de ti,
A qual traz consigo
Afeição, ternura e prazer.
Rosa
Teu nome é rosa
Vermelha ou amarela
Cheia de encantos a me seduzir
Trazes nos olhos a cor de quem goza,
Espezinhas coração
Sem sentir.
Preocupa-se tanto com a beleza
Que nem sabes que vais triunfar.
Quando tu passas,
Requebras tanto,
Sais escrevendo o poema que canto.
Vermelha ou amarela
Cheia de encantos a me seduzir
Trazes nos olhos a cor de quem goza,
Espezinhas coração
Sem sentir.
Preocupa-se tanto com a beleza
Que nem sabes que vais triunfar.
Quando tu passas,
Requebras tanto,
Sais escrevendo o poema que canto.
Mistério
Nos teus olhos vejo tanto mistério,
Mas, ao mesmo tempo, tanta luz.
Mistério que envolve o meu ser
De forma avassaladora.
Luz que revela a ternura e a humildade
presentes no teu ser.
Ah, como os teus olhos te denunciam!
Revelando o que há de mais
Belo e precioso
Que existe no mundo.
Não te deixes enganar
Pela falta de lucidez e
pela insensibilidade
Que insistem em brotar
Das profundezas
Do teu infinito
Em determinadas instâncias.
Permita que o amor penetre
Na essência da tua alma,
Em busca do descobrimento
Do teu labirinto.
Mas, ao mesmo tempo, tanta luz.
Mistério que envolve o meu ser
De forma avassaladora.
Luz que revela a ternura e a humildade
presentes no teu ser.
Ah, como os teus olhos te denunciam!
Revelando o que há de mais
Belo e precioso
Que existe no mundo.
Não te deixes enganar
Pela falta de lucidez e
pela insensibilidade
Que insistem em brotar
Das profundezas
Do teu infinito
Em determinadas instâncias.
Permita que o amor penetre
Na essência da tua alma,
Em busca do descobrimento
Do teu labirinto.
Luz Inigualável
Lá num lugar bem distante
No infinito,
Avistei uma luz diferenciada
Entre as demais luzes,
Não pela intensidade do brilho,
Mas pela eficácia provocada
Em meu íntimo.
As outras luzes pareciam cumprir
A sua função notória
De iluminar a noite,
Enquanto aquela servia de alento
Para o meu martírio,
Como se quisesse despertar uma esperança
Que se encontrava adormecida
Na essência da minha alma.
Esperança de um dia ter minha amada
Em meus braços
E estar apto a dizê-la o quanto a amo,
E o quanto a desejo
Por toda a eternidade.
No infinito,
Avistei uma luz diferenciada
Entre as demais luzes,
Não pela intensidade do brilho,
Mas pela eficácia provocada
Em meu íntimo.
As outras luzes pareciam cumprir
A sua função notória
De iluminar a noite,
Enquanto aquela servia de alento
Para o meu martírio,
Como se quisesse despertar uma esperança
Que se encontrava adormecida
Na essência da minha alma.
Esperança de um dia ter minha amada
Em meus braços
E estar apto a dizê-la o quanto a amo,
E o quanto a desejo
Por toda a eternidade.
Caminhando...
Vem amor penetrar
No âmago do meu ser,
Esparramando sonhos e fantasias
Por sobre o infindável finito
No qual me encontro imerso
Sem perceber.
Traga contigo um facho de luz
Para alumiar o vulto misterioso
Que me seduz despretensiosamente,
Transportando-me
Para um universo repleto
De magia, encantamento e luz.
Permita-me voar
Por sob o firmamento do meu ego,
Caminhando passo a passo, lentamente,
Rumo a um destino carregado
De flores, ternura e prazer.
No âmago do meu ser,
Esparramando sonhos e fantasias
Por sobre o infindável finito
No qual me encontro imerso
Sem perceber.
Traga contigo um facho de luz
Para alumiar o vulto misterioso
Que me seduz despretensiosamente,
Transportando-me
Para um universo repleto
De magia, encantamento e luz.
Permita-me voar
Por sob o firmamento do meu ego,
Caminhando passo a passo, lentamente,
Rumo a um destino carregado
De flores, ternura e prazer.
Reencontro
Reencontro
Tu, querida, soubeste
Conquistar um coração
O qual se encontrava
Inutilmente perdido
Nas trevas da escuridão,
Mas que se soergueu,
Subitamente, ao se confrontar
Com a inocência,
A pureza e a simplicidade
De uma figura que transparece
Amor, generosidade e simplicidade
Por onde passa
E esta nada mais é que o reflexo
Das suas próprias atitudes,
Do seu próprio jeito de ver
E encarar o óbvio
Que insiste em se desnudar
Diante dos seus olhos.
Esta figura não poderia ser outra
A não ser você,
Minha querida.
Pobre coração! Vítima da sua própria
Inocência e estupidez
Que teimavam em desviá-lo
Da mais autêntica trilha
Em busca da felicidade.
Tu, querida, soubeste
Conquistar um coração
O qual se encontrava
Inutilmente perdido
Nas trevas da escuridão,
Mas que se soergueu,
Subitamente, ao se confrontar
Com a inocência,
A pureza e a simplicidade
De uma figura que transparece
Amor, generosidade e simplicidade
Por onde passa
E esta nada mais é que o reflexo
Das suas próprias atitudes,
Do seu próprio jeito de ver
E encarar o óbvio
Que insiste em se desnudar
Diante dos seus olhos.
Esta figura não poderia ser outra
A não ser você,
Minha querida.
Pobre coração! Vítima da sua própria
Inocência e estupidez
Que teimavam em desviá-lo
Da mais autêntica trilha
Em busca da felicidade.
Livre para voar
Oh! Águia dourada
Que vaga soberanamente
Por sob o imenso manto azul:
Tu és o sinal maior
Da esperança e do amor.
Me empreste as tuas asas
Para que eu possa ir
Além do sem-limite
Em busca de uma razão
Para deixar de sofrer,
De um sentido para viver.
Sei que o caminho
É árduo e sombrio,
Porém incomparável é
A aventura de ir de encontro
Ao mais supremo e doce prazer.
Que vaga soberanamente
Por sob o imenso manto azul:
Tu és o sinal maior
Da esperança e do amor.
Me empreste as tuas asas
Para que eu possa ir
Além do sem-limite
Em busca de uma razão
Para deixar de sofrer,
De um sentido para viver.
Sei que o caminho
É árduo e sombrio,
Porém incomparável é
A aventura de ir de encontro
Ao mais supremo e doce prazer.
Choque Sideral
No espaço sideral
Do meu íntimo
Um cometa surgiu.
E, numa fração de segundos,
Ostentou de forma extraordinária
A tua grandeza de ser.
E sem querer se chocou
Com um conjunto de
Meteoros luminosos,
Esparramando lanternas
Por todo o meu ser.
Porém, não percebeu
A desordem que provocou
Na calada da minha noite,
Quando o infinito azul
Hibernava num sono profundo
Repleto de luzes e prazer.
Do meu íntimo
Um cometa surgiu.
E, numa fração de segundos,
Ostentou de forma extraordinária
A tua grandeza de ser.
E sem querer se chocou
Com um conjunto de
Meteoros luminosos,
Esparramando lanternas
Por todo o meu ser.
Porém, não percebeu
A desordem que provocou
Na calada da minha noite,
Quando o infinito azul
Hibernava num sono profundo
Repleto de luzes e prazer.
Garganta Profunda
Sinto a cobra rastrear
Vagarosamente
Pela garganta profunda
Do opaco condensado
Em que penetra a corda firme,
Onde me equilibro para tentar
Livrar-me da bicha peçonhenta.
E esta teima em querer me picar,
Transmitindo o seu veneno
Suave e ardente
À lareira do inverno nebuloso
Envolto pelo vulto branco
Da virgem descomunal.
Vagarosamente
Pela garganta profunda
Do opaco condensado
Em que penetra a corda firme,
Onde me equilibro para tentar
Livrar-me da bicha peçonhenta.
E esta teima em querer me picar,
Transmitindo o seu veneno
Suave e ardente
À lareira do inverno nebuloso
Envolto pelo vulto branco
Da virgem descomunal.
Na trilha do amor
Na trilha incessante do amor,
Reconheço a flor do asfalto
Cuja presença inerte e singular
Dilacerou o claustro frio em
Que eu me encontrava preso.
E, ao seguir a trilha do Saara,
De longe a me fitar a flor
Permanece intacta e tão
Orgulhosa de si,
Como a bola de neve
Que reina soberanamente
No ínterim em que
O sol se esconde
Sob a perspectiva
Do meu olhar extático
Reconheço a flor do asfalto
Cuja presença inerte e singular
Dilacerou o claustro frio em
Que eu me encontrava preso.
E, ao seguir a trilha do Saara,
De longe a me fitar a flor
Permanece intacta e tão
Orgulhosa de si,
Como a bola de neve
Que reina soberanamente
No ínterim em que
O sol se esconde
Sob a perspectiva
Do meu olhar extático
Gotas
Gotas...
Gotas correndo
Gotas compridas,
Gotas tremidas,
Desprevinidas,
Gotas partidas
Filetes no chão.
Gotas que o tempo
Marca contando
Tudo somando...
Cada segundo,
Cada somente
Donas do mundo
Donas da gente
Fazendo a vida
Fazendo o espaço
fazendo do amor...
Donas das mágoas
Donas da dor.
Pingos de luar
Emoldurando o mar...
Gotas que caem, gotas que vão...
Gotas do teu, no meu coração...
(Eduardo, eu mesmo)
Gotas correndo
Gotas compridas,
Gotas tremidas,
Desprevinidas,
Gotas partidas
Filetes no chão.
Gotas que o tempo
Marca contando
Tudo somando...
Cada segundo,
Cada somente
Donas do mundo
Donas da gente
Fazendo a vida
Fazendo o espaço
fazendo do amor...
Donas das mágoas
Donas da dor.
Pingos de luar
Emoldurando o mar...
Gotas que caem, gotas que vão...
Gotas do teu, no meu coração...
(Eduardo, eu mesmo)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Algemas
O meu gesto em teu silêncio ponho
como a contê-lo, vulto exíguo
e nele, a descobrir teu seixo
venho apenas colorir-te o medo.
No exausto afago o movimento cede
e frágil tomba no ombro suicida
que ao tê-lo na sombra transparente
ao tato, se desmancha em pura ausência.
Se ao verter-te em tão sombria essência
dela não sorver o teu veneno,
como arrancar-me, presa que te fere,
como morder-te, serpente que me mata?
O gesto em teu destino ponho
e senti-lo dele acostumaste,
que não contê-lo, outro sonho inventaste
que abandoná-lo é o mesmo que morreste.
como a contê-lo, vulto exíguo
e nele, a descobrir teu seixo
venho apenas colorir-te o medo.
No exausto afago o movimento cede
e frágil tomba no ombro suicida
que ao tê-lo na sombra transparente
ao tato, se desmancha em pura ausência.
Se ao verter-te em tão sombria essência
dela não sorver o teu veneno,
como arrancar-me, presa que te fere,
como morder-te, serpente que me mata?
O gesto em teu destino ponho
e senti-lo dele acostumaste,
que não contê-lo, outro sonho inventaste
que abandoná-lo é o mesmo que morreste.
Telhados de Vidro
O gládio ao assombro rosna
Liquefeito na hidra do seu próprio medo
Como lúmen da aterradora inércia
Ou como a exígua face da desilusão.
O gládio ao poeta mostra
Imerso na láctea auréola do seu vil desejo
Como germe a cercear sua presa,
Como um inquilino a alugar-se a morte.
O gládio a si mesmo se devora
e é nele que a serpente engole a própria cauda
Como a tecer na gula o inerte abismo
e no abismo encontrar a própria espera.
Liquefeito na hidra do seu próprio medo
Como lúmen da aterradora inércia
Ou como a exígua face da desilusão.
O gládio ao poeta mostra
Imerso na láctea auréola do seu vil desejo
Como germe a cercear sua presa,
Como um inquilino a alugar-se a morte.
O gládio a si mesmo se devora
e é nele que a serpente engole a própria cauda
Como a tecer na gula o inerte abismo
e no abismo encontrar a própria espera.
Premonição
Aporta um deus em nós
Aos nós que a vida tece
Nas curvas que a vida faz
Na tez dos homens sós
Tristes e desamados
Alados anjos rotos
Fugazes aos vendavais
Apraz um deus em nós
Aos sóis que o dia tece
No frio sob os lençóis
Desagalhados sem cobertores
De lãs e de seus amores
Sofridos em desalinho
Sem futuro e sem caminho
Ao amanhã que nem mais querem
Ao amanhã que só perseguem
Por meros ideais.
Aos nós que a vida tece
Nas curvas que a vida faz
Na tez dos homens sós
Tristes e desamados
Alados anjos rotos
Fugazes aos vendavais
Apraz um deus em nós
Aos sóis que o dia tece
No frio sob os lençóis
Desagalhados sem cobertores
De lãs e de seus amores
Sofridos em desalinho
Sem futuro e sem caminho
Ao amanhã que nem mais querem
Ao amanhã que só perseguem
Por meros ideais.
Fogueira de Vaidades
Ao sentir os teus lábios
Encostarem nos meus,
Percebo no toque de tua saliva
O gosto agradável de tua boca
Que me seduz e encanta,
Trazendo consigo o teu mistério.
E nesta troca de beijos e carícias,
Uma fogueira de vaidades
Nos domina e ilumina
Os leitos que nos conduzem
A um pélago obscuro
Repleto de ternura e paixão.
Difícil é descobrir a chave
Que se encontra imersa e perdida
Neste pélago sem fundo,
Um tesouro inabalável,
Uma dádiva de Deus,
Constituída de ouro e marfim.
E eu me utilizo deste instrumento
Não-cortante
Para tentar desvendar
Dentro do meu íntimo
A tua sombra.
Encostarem nos meus,
Percebo no toque de tua saliva
O gosto agradável de tua boca
Que me seduz e encanta,
Trazendo consigo o teu mistério.
E nesta troca de beijos e carícias,
Uma fogueira de vaidades
Nos domina e ilumina
Os leitos que nos conduzem
A um pélago obscuro
Repleto de ternura e paixão.
Difícil é descobrir a chave
Que se encontra imersa e perdida
Neste pélago sem fundo,
Um tesouro inabalável,
Uma dádiva de Deus,
Constituída de ouro e marfim.
E eu me utilizo deste instrumento
Não-cortante
Para tentar desvendar
Dentro do meu íntimo
A tua sombra.
Brincar de Aprender
Mais que viver
É aprender a sorrir
Sem nada temer.
Mais que sorrir
É aprender a chorar
Sem nada carpir.
Mais que chorar
É aprender a suportar
Sem nada lamentar.
Mais que suportar
É aprender a se controlar
Sem nada valorizar.
Mais que controlar
É aprender a direcionar
Os sentidos para a árdua
Tarefa de amar
Mais que amar
É ter a plena convicção
Que minha amada
Jamais irei deixar.
É aprender a sorrir
Sem nada temer.
Mais que sorrir
É aprender a chorar
Sem nada carpir.
Mais que chorar
É aprender a suportar
Sem nada lamentar.
Mais que suportar
É aprender a se controlar
Sem nada valorizar.
Mais que controlar
É aprender a direcionar
Os sentidos para a árdua
Tarefa de amar
Mais que amar
É ter a plena convicção
Que minha amada
Jamais irei deixar.
Superman
Desejo ser um superman
Para voar em direção
Ao ouro perdido
Na estrela maior resplandecente
Imersa no acalanto dos ares,
Encoberta pela mácula toldada
Que conserva em seu poder
O aspecto sobreclaustro
Situado num ponto claro
E eminente do além.
Ao partir nesta marcha
Veloz e regular,
Pretendo vedar a gangrena
Causada pela nódoa
Fastidiosa do passado,
Com o tapadouro pintado
De cor amarela e anil.
Para voar em direção
Ao ouro perdido
Na estrela maior resplandecente
Imersa no acalanto dos ares,
Encoberta pela mácula toldada
Que conserva em seu poder
O aspecto sobreclaustro
Situado num ponto claro
E eminente do além.
Ao partir nesta marcha
Veloz e regular,
Pretendo vedar a gangrena
Causada pela nódoa
Fastidiosa do passado,
Com o tapadouro pintado
De cor amarela e anil.
A virgem dos Lábios de Mel
No seio da forma branca,
Concentra-se a virgem
Com lábios de mel,
Cor genuína,
Olhos de tigre,
Beleza constante no tempo,
Com seu jeito próprio
De lidar com criança,
De beber.
Cria do acaso
Sempre disposta
A esparramar flores e ventos
Por sobre o leito escuro Do iluminado.
Sempre disposta
A aquecer montanhas geladas
Pela neve fúnebre e tenebrosa.
A virgem que prima
Pela sua delicadeza,
Tocha firme e soberba
Comprometida com a magnitude
De sua excelência.
Comparável a um rio plácido
Centrado no seu curso natural
A percorrer olhos de sangue
Feridos pela sua plenitude.
Dádiva divina extraordinária,
Moradia do amor
Sublime e etéreo
Que flui por sobre
O invólucro azul misterioso.
Concentra-se a virgem
Com lábios de mel,
Cor genuína,
Olhos de tigre,
Beleza constante no tempo,
Com seu jeito próprio
De lidar com criança,
De beber.
Cria do acaso
Sempre disposta
A esparramar flores e ventos
Por sobre o leito escuro Do iluminado.
Sempre disposta
A aquecer montanhas geladas
Pela neve fúnebre e tenebrosa.
A virgem que prima
Pela sua delicadeza,
Tocha firme e soberba
Comprometida com a magnitude
De sua excelência.
Comparável a um rio plácido
Centrado no seu curso natural
A percorrer olhos de sangue
Feridos pela sua plenitude.
Dádiva divina extraordinária,
Moradia do amor
Sublime e etéreo
Que flui por sobre
O invólucro azul misterioso.
Tempo Perdido
No tempo perdido,
Meus olhos buscam o invisível
No Grifo embruxado
Do mar inabitado.
No tempo perdido,
Tudo tem seu mérito:
O luar, os copos,
Os teus lábios úmidos...
No tempo perdido,
Os pássaros permanecem
Fincados no meu peito
Manchado pela nódoa
Das tuas lembranças.
Busco então a fonte secreta
Perdida em si mesma,
Como se perde a areia na areia.
Assim, pairo à sombra da árvore
Escuto a música de Beethoven
E caminho pelas nuvens.
Enfim,
Todo o tempo perdido
No meu tempo ganho
Recupero no meu tempo perdido.
Meus olhos buscam o invisível
No Grifo embruxado
Do mar inabitado.
No tempo perdido,
Tudo tem seu mérito:
O luar, os copos,
Os teus lábios úmidos...
No tempo perdido,
Os pássaros permanecem
Fincados no meu peito
Manchado pela nódoa
Das tuas lembranças.
Busco então a fonte secreta
Perdida em si mesma,
Como se perde a areia na areia.
Assim, pairo à sombra da árvore
Escuto a música de Beethoven
E caminho pelas nuvens.
Enfim,
Todo o tempo perdido
No meu tempo ganho
Recupero no meu tempo perdido.
Amor Complacente
Ainda agora e sempre
O amor complacente.
De perfil de frente
Com vida perene.
E se mais ausente
A cada momento
Tanto mais presente
Com o passar do tempo
À alma que consente
No maior silêncio
Em guardá-lo dentro de
penumbra ardente
Sem esquecimento
Nunca para sempre
Doloridamente.
O amor complacente.
De perfil de frente
Com vida perene.
E se mais ausente
A cada momento
Tanto mais presente
Com o passar do tempo
À alma que consente
No maior silêncio
Em guardá-lo dentro de
penumbra ardente
Sem esquecimento
Nunca para sempre
Doloridamente.
A Vítrea Chama
Quando pousei meus lábios
Em teus lábios,
Senti que exalava de ti
A sentinela da ânsia
E que maior que o próprio
Ato de entrega
Era a chama,
A vítrea chama que ardia
Em nosso encontro,
Em pleno afago,
Como exultantes seres abandonados.
Éramos o alado anjo adormecido
Em cujas asas se debatia
O desejo do vôo
E nossos prazeres envoltos
Pelo silêncio
Eram puras revelações
Em tanto encanto.
Mas foram teus olhos,
Imersos na bruma esverdeada
Do teu brilho
A projetar a alma da esperança
Em cada olhar
Que veio colher em meu corpo o puro anseio
De ter-te eternamente
Em minha vida.
Por isto arranquei do coração
A trégua que hibernava
Em cada gesto
E entreguei-me,
Corpo e alma
Puramente,
Fiel ao meu desejo
E ao meu destino.
Em teus lábios,
Senti que exalava de ti
A sentinela da ânsia
E que maior que o próprio
Ato de entrega
Era a chama,
A vítrea chama que ardia
Em nosso encontro,
Em pleno afago,
Como exultantes seres abandonados.
Éramos o alado anjo adormecido
Em cujas asas se debatia
O desejo do vôo
E nossos prazeres envoltos
Pelo silêncio
Eram puras revelações
Em tanto encanto.
Mas foram teus olhos,
Imersos na bruma esverdeada
Do teu brilho
A projetar a alma da esperança
Em cada olhar
Que veio colher em meu corpo o puro anseio
De ter-te eternamente
Em minha vida.
Por isto arranquei do coração
A trégua que hibernava
Em cada gesto
E entreguei-me,
Corpo e alma
Puramente,
Fiel ao meu desejo
E ao meu destino.
O Itinerário
Quando a noite chegar
Em sua estância e febril
Seduzir-te as longas horas,
Oferta como dádiva tua inocência
Que teu pranto são as águas da aurora.
Quando o homem vier beber
Do que mais choras
E suplicar-te perdão e penitência,
Dá teu colo, afago
E não demora
Que a ânsia te visita a consciência.
E terás na carícia o itinerário
Onde possas calar o teu martírio,
Pois teu riso será teu itinerário
Que usarás para escrever a tua história
E haverás de abandonar o teu calvário
E revelar no amor o teu mistério.
Em sua estância e febril
Seduzir-te as longas horas,
Oferta como dádiva tua inocência
Que teu pranto são as águas da aurora.
Quando o homem vier beber
Do que mais choras
E suplicar-te perdão e penitência,
Dá teu colo, afago
E não demora
Que a ânsia te visita a consciência.
E terás na carícia o itinerário
Onde possas calar o teu martírio,
Pois teu riso será teu itinerário
Que usarás para escrever a tua história
E haverás de abandonar o teu calvário
E revelar no amor o teu mistério.
Crepúsculo
Quando a noite vem caindo
E tantos lampiões de estrelas
Enchem de luz a amplidão,
Sinto que me aperta o peito,
Bem sei que isto é causa e efeito
Da trama da solidão.
E o vento vem de mansinho,
Roçando meu corpo frio...
Frio de tanto esperar...
E sussurra,
Numa prece,
Teu mundo é vazio,
Acorda, homem, esquece.
E um orgasmo me estremece...
E teso e tenso de amor,
Mergulho na noite ardente,
Onde o opaco dos meus olhos
Com a escuridão
Se mistura
E eu viro estrela cadente.
E tantos lampiões de estrelas
Enchem de luz a amplidão,
Sinto que me aperta o peito,
Bem sei que isto é causa e efeito
Da trama da solidão.
E o vento vem de mansinho,
Roçando meu corpo frio...
Frio de tanto esperar...
E sussurra,
Numa prece,
Teu mundo é vazio,
Acorda, homem, esquece.
E um orgasmo me estremece...
E teso e tenso de amor,
Mergulho na noite ardente,
Onde o opaco dos meus olhos
Com a escuridão
Se mistura
E eu viro estrela cadente.
Amar é...
Amar é transcender ao éden,
Extraindo da alma
A sua própria essência.
Amar é envolver o espírito
Numa armadilha sem fim
Traçada pelo destino.
Amar é deixar-se cativar
Pela sombra que paira
Por sobre o infinito céu
De quem ama.
Amar é desejar a quem se ama
Sem temer a explosão
No ato pertinaz e delirante
Do entusiasmo amoroso.
Amar é conhecer-se a si mesmo
Antes de percorrer uma longa viagem
Em direção a uma plaga
Repleta de sonhos, devaneios e paixão.
Enfim, amar é transpor a barreira
Da consciência
Se deslocando para um plano silente
Envolto por segredos e mistérios.
Extraindo da alma
A sua própria essência.
Amar é envolver o espírito
Numa armadilha sem fim
Traçada pelo destino.
Amar é deixar-se cativar
Pela sombra que paira
Por sobre o infinito céu
De quem ama.
Amar é desejar a quem se ama
Sem temer a explosão
No ato pertinaz e delirante
Do entusiasmo amoroso.
Amar é conhecer-se a si mesmo
Antes de percorrer uma longa viagem
Em direção a uma plaga
Repleta de sonhos, devaneios e paixão.
Enfim, amar é transpor a barreira
Da consciência
Se deslocando para um plano silente
Envolto por segredos e mistérios.
Ânsia de Amar
Se um dia me quiseres,
Trarás contigo
Toda a ânsia de amar
Que a explosão deste vulcão
Fará contaminar as ondas
Dos teus mares
A ponto de provocar em ti
O afloramento dos teus infindos prazeres.
E eu me situarei às margens deste vulcão
A esperar o iminente porvir
Que nos aguarda
E que reserva para nós
A aventura de viver a dois
Impregnada de êxtase,
Carícias e mistérios.
Trarás contigo
Toda a ânsia de amar
Que a explosão deste vulcão
Fará contaminar as ondas
Dos teus mares
A ponto de provocar em ti
O afloramento dos teus infindos prazeres.
E eu me situarei às margens deste vulcão
A esperar o iminente porvir
Que nos aguarda
E que reserva para nós
A aventura de viver a dois
Impregnada de êxtase,
Carícias e mistérios.
Redescobrindo
Nada temer,
Nada chorar.
Nesses instantes
De êxtase,
Loucura e de
Mavioso ardor,
Eu e você nos entregamos
De corpo e alma a
Um baile romântico e de
Grande valor,
Incrementado por
Orquestras silentes
Que nos envolve suavemente,
Penetrando bem devagar
Por entre as fendas
Dos nossos ouvidos,
Como se quisesse anunciar
O porvir, o alvorecer
De um novo amor.
São nesses momentos
Que descobrimos o verdadeiro
Sentido de viver,
O motor que nos conduz
Ao escopo delineado pelo acaso.
E nessa ânsia constante de amar,
Esquecemos de confrontar
Nossos próprios espelhos
Em busca da estirpe
Do nosso ser.
Nada chorar.
Nesses instantes
De êxtase,
Loucura e de
Mavioso ardor,
Eu e você nos entregamos
De corpo e alma a
Um baile romântico e de
Grande valor,
Incrementado por
Orquestras silentes
Que nos envolve suavemente,
Penetrando bem devagar
Por entre as fendas
Dos nossos ouvidos,
Como se quisesse anunciar
O porvir, o alvorecer
De um novo amor.
São nesses momentos
Que descobrimos o verdadeiro
Sentido de viver,
O motor que nos conduz
Ao escopo delineado pelo acaso.
E nessa ânsia constante de amar,
Esquecemos de confrontar
Nossos próprios espelhos
Em busca da estirpe
Do nosso ser.
Maçãs Desemelhantes
Na estrada longa
Do teu firmamento
Tu escondes o tesouro
Que funciona como elo
Entre duas maçãs desemelhantes.
Uma repleta de ternura e afeto,
Outra de braços abertos a esperar
A aurora de um novo dia,
De um novo amanhecer.
Neste inopinado encontro,
Percorremos juntos a linha
Tênue e forte
Do amor que nos envolve e nos conduz
A um sistema composto
Por astros luminosos
Que saltam como espumas
De ouro
Do nosso véu misterioso.
Do teu firmamento
Tu escondes o tesouro
Que funciona como elo
Entre duas maçãs desemelhantes.
Uma repleta de ternura e afeto,
Outra de braços abertos a esperar
A aurora de um novo dia,
De um novo amanhecer.
Neste inopinado encontro,
Percorremos juntos a linha
Tênue e forte
Do amor que nos envolve e nos conduz
A um sistema composto
Por astros luminosos
Que saltam como espumas
De ouro
Do nosso véu misterioso.
Um Não Sei o Quê
De súbito, o amor veio chegando
E de mansinho sublevou
A minha alma.
Não é uma doença letal,
Muito menos um antídoto
Para minha dor,
Porém a canção mais suave e envolvente
Que, ao penetrar nos meus poros,
Me seduziu completamente
De maneira avassaladora.
Uma serpente antitóxica
Que me encantou com a
Sua altivez e o seu brilho
Incomparável.
Um não sei o quê insólito
Que sem pedir licença
Invadiu e enlevou
O meu ser.
Um colírio para os meus olhos
Dolentes e desprovidos
De vivacidade.
Enfim, a arma inelutável
Que faltava para corroer
O rochedo cravado
No meu coração.
E de mansinho sublevou
A minha alma.
Não é uma doença letal,
Muito menos um antídoto
Para minha dor,
Porém a canção mais suave e envolvente
Que, ao penetrar nos meus poros,
Me seduziu completamente
De maneira avassaladora.
Uma serpente antitóxica
Que me encantou com a
Sua altivez e o seu brilho
Incomparável.
Um não sei o quê insólito
Que sem pedir licença
Invadiu e enlevou
O meu ser.
Um colírio para os meus olhos
Dolentes e desprovidos
De vivacidade.
Enfim, a arma inelutável
Que faltava para corroer
O rochedo cravado
No meu coração.
A Viagem
No infinito dos teus cabelos
Encontra-se submerso o mais
Doce ditirambo
Constituído de flores e imagens
Que traduzem a essência
Originária do teu ego.
Permito-me desfrutar
Desta viagem
Coberta de ilusões e devaneios,
Levando na bagagem
A doçura e a simplicidade
De um sonhador
Rumo a um mundo repleto
De magia e encantamento.
O navio que me conduz
Por entre as vagas
Do teu mar
É a minha ânsia descomedida
De te amar.
E é te amando que revelo tudo
Que o meu coração
Tem para ofertar.
Encontra-se submerso o mais
Doce ditirambo
Constituído de flores e imagens
Que traduzem a essência
Originária do teu ego.
Permito-me desfrutar
Desta viagem
Coberta de ilusões e devaneios,
Levando na bagagem
A doçura e a simplicidade
De um sonhador
Rumo a um mundo repleto
De magia e encantamento.
O navio que me conduz
Por entre as vagas
Do teu mar
É a minha ânsia descomedida
De te amar.
E é te amando que revelo tudo
Que o meu coração
Tem para ofertar.
A Mulher Amada
A mulher amada é como um cisne
Manso, longe do arfar
Das ventanias
É como o leito de um rio
que corre serenamente
Em direção a um túnel
Sem fim.
É como um círio que
Febril crepita
No meu peito,
Deixando a nódoa
Da lembrança.
É como uma ardentia marítima
Que transparece no opaco
Do meu íntimo.
Lembra as corolas
Dos campões garridos
Que traduzem a inocência
E a originalidade
De uma forma inexistente
Dentro de um corpo
Insólito e fascinante.
É como um abismo de rosas
Ilustrado pelo arco-íris
Que renasce do meu monumento.
Por tudo isso, a tua ausência
solidifica-se e manifesta-se
Em teu porte
Linear e imperecível.
Manso, longe do arfar
Das ventanias
É como o leito de um rio
que corre serenamente
Em direção a um túnel
Sem fim.
É como um círio que
Febril crepita
No meu peito,
Deixando a nódoa
Da lembrança.
É como uma ardentia marítima
Que transparece no opaco
Do meu íntimo.
Lembra as corolas
Dos campões garridos
Que traduzem a inocência
E a originalidade
De uma forma inexistente
Dentro de um corpo
Insólito e fascinante.
É como um abismo de rosas
Ilustrado pelo arco-íris
Que renasce do meu monumento.
Por tudo isso, a tua ausência
solidifica-se e manifesta-se
Em teu porte
Linear e imperecível.
A Dança das Nuvens
No universo dos infinitos
De nossas bocas
As nuvens brancas dançam
Uma valsa de Strauss,
Acompanhadas por uma
Orquestra harmoniosa,
Cujo o único objetivo
É funcionar como elo
Entre duas vidas
Que se confundem numa só.
E no vai-vem dos movimentos sutis
Das nuvens brancas
Ocorre uma transmutação
De sentidos
Que transfiguram os estados
De espírito envoltos
Nessa dança.
Passinho para cá, Passinho para lá
E o amor sempre a encantar
Através do Danúbio azul
Que permeia os nossos ouvidos,
Prenunciando o renascer
De uma nova aurora,
De um novo tempo
Marcado pelo brilho intenso
E constante das estrelas
Que pairam por sob
A treva da imensidão.
De nossas bocas
As nuvens brancas dançam
Uma valsa de Strauss,
Acompanhadas por uma
Orquestra harmoniosa,
Cujo o único objetivo
É funcionar como elo
Entre duas vidas
Que se confundem numa só.
E no vai-vem dos movimentos sutis
Das nuvens brancas
Ocorre uma transmutação
De sentidos
Que transfiguram os estados
De espírito envoltos
Nessa dança.
Passinho para cá, Passinho para lá
E o amor sempre a encantar
Através do Danúbio azul
Que permeia os nossos ouvidos,
Prenunciando o renascer
De uma nova aurora,
De um novo tempo
Marcado pelo brilho intenso
E constante das estrelas
Que pairam por sob
A treva da imensidão.
Amo-te
Como se ama as estrelas,
As aves, as montanhas,
Os vales e as árvores,
Amo-te perdidamente
Sem medo de sorrir.
Como se ama o desabrochar
De uma flor que se abre
Em pétalas coloridas,
Anunciando um novo estilo
De viver,
Amo-te intensamente
Sem medo de sofrer.
Como se ama o pôr-do-sol
Num fim de tarde lilás,
Amo-te incontestavelmente
Sem medo de ser feliz.
E neste ato ditoso
De pura entrega
Do meu íntimo,
Exponho toda a minha ânsia
Que se encontrava guardada
E desamparada num baú
Repleto de jóias preciosas
Que primam
Por sua excelência.
As aves, as montanhas,
Os vales e as árvores,
Amo-te perdidamente
Sem medo de sorrir.
Como se ama o desabrochar
De uma flor que se abre
Em pétalas coloridas,
Anunciando um novo estilo
De viver,
Amo-te intensamente
Sem medo de sofrer.
Como se ama o pôr-do-sol
Num fim de tarde lilás,
Amo-te incontestavelmente
Sem medo de ser feliz.
E neste ato ditoso
De pura entrega
Do meu íntimo,
Exponho toda a minha ânsia
Que se encontrava guardada
E desamparada num baú
Repleto de jóias preciosas
Que primam
Por sua excelência.
A Flor do Asfalto
Na estrada longa da vida
Encontro uma flor
Bem no meio do asfalto
Inerte, altiva
Irradiando luzes
Em todas as direções.
Suas pétalas são como a brisa
Que exala do oceano,
Tua forma lembra a estátua
Do Cristo redentor
Sempre de braços abertos
Abençoando o mundo
Que necessita de amor.
Tua origem é singela e inocente,
E a tal se encontra estampada
Na tua cor.
É como uma nuvem branca
Que levita pelo ar
Leve como um condor.
E nas asas da minha imaginação
Tua presença ausente
Preenche de orgulho
O meu louvor.
Encontro uma flor
Bem no meio do asfalto
Inerte, altiva
Irradiando luzes
Em todas as direções.
Suas pétalas são como a brisa
Que exala do oceano,
Tua forma lembra a estátua
Do Cristo redentor
Sempre de braços abertos
Abençoando o mundo
Que necessita de amor.
Tua origem é singela e inocente,
E a tal se encontra estampada
Na tua cor.
É como uma nuvem branca
Que levita pelo ar
Leve como um condor.
E nas asas da minha imaginação
Tua presença ausente
Preenche de orgulho
O meu louvor.
O Renascer de um Cadáver
De repente não mais
Que de repente
Surge ao sol um cadáver
Soerguido pela mancha
Alva e cativante
Que emana das trevas
Da imensidão.
Um refém da navalha
Cruel e inconseqüente
Do acaso.
Um corpo que antes se
Encontrava imerso
Num lago obscuro envolto
Pelo enigma da paixão.
Uma forma inexistente
E transfigurada pelo tempo
Que renasce das cinzas
Com todo o seu esplendor
Para se eternizar definitivamente
Num universo mágico repleto
De sonhos e devaneios.
Que de repente
Surge ao sol um cadáver
Soerguido pela mancha
Alva e cativante
Que emana das trevas
Da imensidão.
Um refém da navalha
Cruel e inconseqüente
Do acaso.
Um corpo que antes se
Encontrava imerso
Num lago obscuro envolto
Pelo enigma da paixão.
Uma forma inexistente
E transfigurada pelo tempo
Que renasce das cinzas
Com todo o seu esplendor
Para se eternizar definitivamente
Num universo mágico repleto
De sonhos e devaneios.
A Estrela Maior
Na sombra da noite
Vejo estrelas que
Lembram a sua imagem
Tão linda, límpida e ingênua.
Não são estrelas comuns
São astros luminosos que refletem
A tua grandeza com pleno poder.
Apesar disso, somente uma estrela
Conseguiu despertar de fato
A minha atenção.
Uma estrela que traz consigo
Não somente a paisagem
De uma virgem nua, pura e bela
Capaz de ferver corações gelados
Pela geladeira da solidão,
Mas também a imagem de alguém
Que conseguiu soerguer
Montanhas abaladas
Por um vulcão tenebroso
E algoz.
Certamente,
Esta estrela encontra-se parada
Em um local bem distante
Lá bem longe no infinito,
Com a única intenção
De mostrar o seu real valor
E de continuar me avistando
E me vigiando
Para que eu não cometa devaneios
Que possam transfigurar
O meu retrato puro e delicado
Na busca incessante do amor.
Vejo estrelas que
Lembram a sua imagem
Tão linda, límpida e ingênua.
Não são estrelas comuns
São astros luminosos que refletem
A tua grandeza com pleno poder.
Apesar disso, somente uma estrela
Conseguiu despertar de fato
A minha atenção.
Uma estrela que traz consigo
Não somente a paisagem
De uma virgem nua, pura e bela
Capaz de ferver corações gelados
Pela geladeira da solidão,
Mas também a imagem de alguém
Que conseguiu soerguer
Montanhas abaladas
Por um vulcão tenebroso
E algoz.
Certamente,
Esta estrela encontra-se parada
Em um local bem distante
Lá bem longe no infinito,
Com a única intenção
De mostrar o seu real valor
E de continuar me avistando
E me vigiando
Para que eu não cometa devaneios
Que possam transfigurar
O meu retrato puro e delicado
Na busca incessante do amor.
Rota Adulterada
Na noite fria e tempestuosa
Encontram-se ocultas
Nas nuvens flutuantes
As esferas irmãs,
As tais se curvam
Ante o poder da ilusão e,
Ao contaminar meus poros,
Exalam um ar puro e envolvente
Que se esparrama
Pela rota escura do meu âmago.
A rota escura maculada rapidamente
Se transforma em um mar alumiado
Pelas sete cores que emanam
Da caverna sombria e misteriosa
Onde se situa a deusa do sol.
E num súbito retrocesso,
O mar alumiado reconfigura-se
Na rota escura e sombria
Envolvida pela melodia
Que provém do sol.
Encontram-se ocultas
Nas nuvens flutuantes
As esferas irmãs,
As tais se curvam
Ante o poder da ilusão e,
Ao contaminar meus poros,
Exalam um ar puro e envolvente
Que se esparrama
Pela rota escura do meu âmago.
A rota escura maculada rapidamente
Se transforma em um mar alumiado
Pelas sete cores que emanam
Da caverna sombria e misteriosa
Onde se situa a deusa do sol.
E num súbito retrocesso,
O mar alumiado reconfigura-se
Na rota escura e sombria
Envolvida pela melodia
Que provém do sol.
Gota de Sangue
Uma flecha delicada e cruel
Transpôs a barreira invisível
Da minha visão e atingiu
O alvo derretido pelo frio
Da geleira da solidão.
Uma gota de sangue,então,
Caiu do olhar magoado
Pela seta algoz que perfurou
O leito ocular lastimoso
Das profundezas do mar
Da ilusão.
Transpôs a barreira invisível
Da minha visão e atingiu
O alvo derretido pelo frio
Da geleira da solidão.
Uma gota de sangue,então,
Caiu do olhar magoado
Pela seta algoz que perfurou
O leito ocular lastimoso
Das profundezas do mar
Da ilusão.
Nas Rotas Infinitas da Ilusão
P/ ACM
Tua imagem para sempre
Resplandecerá nos corações dos baianos.
Teu vulto surpreenderá a todos aqueles
Que involutariamente jazem nas campas etéreas.
Teu porte autoritário se conservará
No reino dos deuses invencíveis.
Tua hipotética bondade beneficiará
Os pobres espíritos carentes de amparo
Que vagam pelas profundezas do firmamento.
E, sem querer, a tua sombra provocará
A transmutação de sentidos
Entre os teus aliados e algozes
Nas rotas infinitas da ilusão.
Mas nada se comparará ao momento sublime
Em que defrontarás com a tua própria face
Em busca do verdadeiro e misterioso amor.
Tua imagem para sempre
Resplandecerá nos corações dos baianos.
Teu vulto surpreenderá a todos aqueles
Que involutariamente jazem nas campas etéreas.
Teu porte autoritário se conservará
No reino dos deuses invencíveis.
Tua hipotética bondade beneficiará
Os pobres espíritos carentes de amparo
Que vagam pelas profundezas do firmamento.
E, sem querer, a tua sombra provocará
A transmutação de sentidos
Entre os teus aliados e algozes
Nas rotas infinitas da ilusão.
Mas nada se comparará ao momento sublime
Em que defrontarás com a tua própria face
Em busca do verdadeiro e misterioso amor.
Ímã Singular
Ímã singular
O veneno sedutor que emana
Do teu ímã singular
Me cativa e me transforma
Numa vítima imortal do bote
Que tu lanças no meu deserto inabitado.
Teu corpo transmite esse veneno,
Através do odor que exala de tua boca
E do suor aromático que se esvae
Das tuas axilas.
Assim, me deixo envolver pelo poro obscuro
Que se situa no teu casarão misterioso.
E nele tento encontrar a passagem secreta
Que me conduz ao poço que esconde
O teu tesouro intraduzível
O veneno sedutor que emana
Do teu ímã singular
Me cativa e me transforma
Numa vítima imortal do bote
Que tu lanças no meu deserto inabitado.
Teu corpo transmite esse veneno,
Através do odor que exala de tua boca
E do suor aromático que se esvae
Das tuas axilas.
Assim, me deixo envolver pelo poro obscuro
Que se situa no teu casarão misterioso.
E nele tento encontrar a passagem secreta
Que me conduz ao poço que esconde
O teu tesouro intraduzível
Passos de um Condor
Caminhar por entre as nuvens,
Seguir os passos esvoaçantes
De um condor,
Revelar a opacidade
Que se encontra guardada
Na gaveta pertinente
Ao meu ser;
E assim, deixar-me levar
Pelo ludo imaginario
Que visa alcançar as folhas
Desnorteadas expostas ao vento,
Como se um ímã,
Com seu alto grau de sedução,
Me conduzisse a um palco alumiado pelas estrelas
Que derramam o mel do prazer pelas profundezas do infinito.
Por fim, parar num ponto longínquo e captar
Toda energia sideral necessária
À exaltação do amor puro
E verdadeiro preso
Entre as asas da imaginação.
Seguir os passos esvoaçantes
De um condor,
Revelar a opacidade
Que se encontra guardada
Na gaveta pertinente
Ao meu ser;
E assim, deixar-me levar
Pelo ludo imaginario
Que visa alcançar as folhas
Desnorteadas expostas ao vento,
Como se um ímã,
Com seu alto grau de sedução,
Me conduzisse a um palco alumiado pelas estrelas
Que derramam o mel do prazer pelas profundezas do infinito.
Por fim, parar num ponto longínquo e captar
Toda energia sideral necessária
À exaltação do amor puro
E verdadeiro preso
Entre as asas da imaginação.
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