O gládio ao assombro rosna
Liquefeito na hidra do seu próprio medo
Como lúmen da aterradora inércia
Ou como a exígua face da desilusão.
O gládio ao poeta mostra
Imerso na láctea auréola do seu vil desejo
Como germe a cercear sua presa,
Como um inquilino a alugar-se a morte.
O gládio a si mesmo se devora
e é nele que a serpente engole a própria cauda
Como a tecer na gula o inerte abismo
e no abismo encontrar a própria espera.
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