A mulher amada é como um cisne
Manso, longe do arfar
Das ventanias
É como o leito de um rio
que corre serenamente
Em direção a um túnel
Sem fim.
É como um círio que
Febril crepita
No meu peito,
Deixando a nódoa
Da lembrança.
É como uma ardentia marítima
Que transparece no opaco
Do meu íntimo.
Lembra as corolas
Dos campões garridos
Que traduzem a inocência
E a originalidade
De uma forma inexistente
Dentro de um corpo
Insólito e fascinante.
É como um abismo de rosas
Ilustrado pelo arco-íris
Que renasce do meu monumento.
Por tudo isso, a tua ausência
solidifica-se e manifesta-se
Em teu porte
Linear e imperecível.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário