Sinto a cobra rastrear
Vagarosamente
Pela garganta profunda
Do opaco condensado
Em que penetra a corda firme,
Onde me equilibro para tentar
Livrar-me da bicha peçonhenta.
E esta teima em querer me picar,
Transmitindo o seu veneno
Suave e ardente
À lareira do inverno nebuloso
Envolto pelo vulto branco
Da virgem descomunal.
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