segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A virgem dos Lábios de Mel

No seio da forma branca,
Concentra-se a virgem
Com lábios de mel,
Cor genuína,
Olhos de tigre,
Beleza constante no tempo,
Com seu jeito próprio
De lidar com criança,
De beber.
Cria do acaso
Sempre disposta
A esparramar flores e ventos
Por sobre o leito escuro Do iluminado.
Sempre disposta
A aquecer montanhas geladas
Pela neve fúnebre e tenebrosa.
A virgem que prima
Pela sua delicadeza,
Tocha firme e soberba
Comprometida com a magnitude
De sua excelência.
Comparável a um rio plácido
Centrado no seu curso natural
A percorrer olhos de sangue
Feridos pela sua plenitude.
Dádiva divina extraordinária,
Moradia do amor
Sublime e etéreo
Que flui por sobre
O invólucro azul misterioso.

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