Quando a noite chegar
Em sua estância e febril
Seduzir-te as longas horas,
Oferta como dádiva tua inocência
Que teu pranto são as águas da aurora.
Quando o homem vier beber
Do que mais choras
E suplicar-te perdão e penitência,
Dá teu colo, afago
E não demora
Que a ânsia te visita a consciência.
E terás na carícia o itinerário
Onde possas calar o teu martírio,
Pois teu riso será teu itinerário
Que usarás para escrever a tua história
E haverás de abandonar o teu calvário
E revelar no amor o teu mistério.
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