Quando a lua surge
E me envolve
Com seu ar encantador,
Sinto o arfar das virações marinhas
Provocar o movimento das ondas
Do meu mar inabitado e morto.
E, nesse girassol linear dos tropéis,
Tu nadas em mim
E transfiguras o meu mar vítreo
Num rio azul repleto de amor.
Tu patenteias no meu coração
O cunho da tua compleição,
Permeando o meu rio
Como o clarão do arrebol
Quando surge no entardecer,
Iluminando o universo marítimo.
E assim o amor se fixa,
Unindo dois corações em um só
E deixa a marca da tua presença
Para sempre no interior
Da minha alma.
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